“Conheça-te a ti mesmo” – Sócrates e o poder da razão.

“Conheça-te a ti mesmo” foi a primeira frase que me chamou e que até hoje me chama a atenção. Aparentemente ela é simples de entender, mas se você parar pra pensar pode ter muitos sentidos.

Esta frase foi dita por Sócrates, dedicada ao deus da luz e do sol, Apolo. Para Sócrates, conhecer-se é o primeiro passo para conquistar uma vida feliz e equilibrada.

Estive pensando, é curioso como existem pessoas totalmente vazias em plena velhice, eles não só não conhecem a si mesmos, como não tem interesse algum em conhecer profundamente o outro, ao mesmo tempo que existem crianças, adolescentes e jovens com uma mente impressionantemente desenvolvida, sábia e curiosa.

Nós temos algumas manias feias, como falar mal ou pré-julgar as pessoas como se fossem alvos, quando pouco ou quase nada sabemos de nós mesmos. Digo “nós” pois cometemos estes erros todos os dias. Por isso é preciso controlar os pensamentos, obter conhecimento e a tarefa mais difícil: não julgar.

Sempre que leio notícias sobre crimes sem explicação, como por exemplo filhos que matam pais, pais que matam filhos, fico me perguntando: Será que eles se conheciam? Será que na infância foram felizes? O que aconteceu para que tomassem tais decisões sem que ninguém percebesse o comportamento deles anteriormente? Mas quase nunca obtenho a resposta para estas perguntas, pois a mídia passa o que quer passar. E o que fazemos? Julgamos. Nos revoltamos e chegamos até a sentir ódio por essas pessoas que cometem estes crimes hediondos. Estamos completamente errados? Não, pois muitas pessoas não tem este conhecimento, não sabem que existem a psicologia e o histórico de cada ser humano por trás de cada ato.

Voltando a frase, acredito que o auto conhecimento é obtido através da emoção e também da razão, mas acredito ainda mais que através da espiritualidade conseguiremos nos descobrir mais facilmente. Independente da religião ou crença que tiver, a harmonia espiritual costuma ajudar a solucionar a maioria dos problemas que temos ao longo da vida. O excesso da razão ou excesso da emoção nunca é bom, mas, o equilíbrio de ambas é o caminho.

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